domingo, 16 de outubro de 2016

COMPARAÇÃO COM OS MÉTODOS HIPNÓTICOS E SUGESTIVOS



É sempre bom lembrar...
A psicanálise se diferencia de todos os métodos que empregam a sugestão e a persuasão, posto que não tenta dominar sob a efígie do autoritarismo, nenhum campo psíquico do sujeito. Procura sim, descobrir, tirar o que cobre, as causas dos fenômenos perturbadores e suprimi-los, por meio de uma reconfiguração econômica de suas condições, respeitando as possibilidades. Obviamente, há uma inevitável influência sugestiva da figura do analista, porém orientada para a imersão nas resistências do analisando, como se a regra fundamental do tratamento fosse: resista, resista o máximo que puderes, pois resistindo, revelarás o avesso do que te sustenta. Contra o perigo do falseamento das memórias do sujeito, muitas vezes imputadas pelo terapeuta, há a proteção de um minucioso e prudente manejo da técnica, onde a própria resistência é a entidade protetora contra uma indesejável influência sugestiva.
O exame do reprimido em direção à unificação e à máxima flexibilidade de existência possível do Eu, jamais esquecendo os aspectos econômicos da mente, economia exigida e desperdiçada nos conflitos inevitáveis ao viver, são a finalidade do tratamento, fazendo surgir um sujeito capaz de produzir e gozar, levando-se em conta suas disposições e capacidades. A psicanálise não deveria buscar o impossível do sujeito.
A supressão do sintoma, enquanto fenômeno, não é um fim em si, mas sempre alcançado, desde que o método seja devidamente empregado.
A psicanálise respeita as características individuais, não procurando modificá-las de acordo com as suas ideologias, no que, aliás, se faz imprescindível a análise do analista. A psicanálise procura despertar as iniciativas do sujeito.
Alta costura no lugar do prêt-à-porter. 

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